terça-feira, 16 de agosto de 2011

Minha memória escolar: O Jardim de Infância

Lembro da minha infância, onde adorava ir ao colégio para aprender a desenhar no Jardim de Infância e onde aqueles lápis de cor, giz de cera, tinta têmpera, papel liso e branco me deixavam feliz. Adorava as brincadeiras no pátio, levar minha lancheira com pão com chimia e café com leite para a hora da merenda. Tinha uma colega que estava sempre por perto me salvando de um menino que insistia em me dar um beijo, mas eu só tinha 5 anos! A professora pensava que eu queria beijar, mas não era verdade, pois nem gostava do menino.
Naquela época era tudo uma eterna primavera, lembro do cheiro das coisas, da sala, das árvores, da lancheira, dos livros infantis de gravuras com poucas palavras, pois ainda não sabia ler. Foi minha primeira experiência no ambiente escolar e tudo era muito bom. Me lembro de falar com a minha avó paterna sobre ser igual a minha professora Vera. Sim, lembro dela, foi em 1977, mas lembro da minha primeira professora do Jardim de Infância. Ela era carinhosa, alegre, mas ficava brava quando os meninos corriam no pátio e brigavam entre si.
 Uma vez fiquei com catapora e não pude ir na aula, fiquei muito triste, pois foram muitos dias em casa perdendo aula. Quando acordei pronta para ir para a escola, meu pescoço doía e estava super inchado: havia pego caxumba e o resultado foi ficar mais um tempo de molho em casa. Fiquei mais triste ainda, pois não ia ver meus colegas, sentar naquelas mesinhas e cadeiras do meu tamanho, ter momentos de olhar os livros, cantar músicas, ouvir histórias, brincar naquele pátio enorme!
Um dia fizemos um teste para passar para a primeira série e isso me deu até dor de barriga de tão preocupada, pois queria passar para poder aprender a ler e escrever. Lembro que fiquei sozinha sentada num banco da escola e meus pés balançavam por não encostar no chão. Fui chamada para dentro da sala e fiquei somente com a professora Vera naquela grande sala do Jardim de Infância. Me lembro que queria dar o melhor de mim naquele teste, mas ao mesmo tempo me sentia injustiçada por sofrer tudo aquilo e achei que as brincadeiras haviam acabado. Nunca me deram um teste, será que era para saber se eu era burra? E se eu fosse mal a minha avó iria pensar o que de mim? Por que depois de tanta coisa boa eu tinha que sofrer? O teste consistia em memorizar um monte de figuras por algum tempo e depois a professora tapava as imagens e eu tinha que dizer o que tinha ali embaixo. Achei que tinha ido bem e o resultado foi que eu havia passado para a primeira série. Puxa que bom, eu pensei, "então não sou burra!" hehehe...
E desde aquela época colorida e cheia de perfumes que eu queria ser professora e de Jardim de Infância, como a professora Vera.



2 comentários:

  1. Oi Magda,

    quantas histórias e memórias marcantes do teu tempo no jardim de infância!
    Hoje, após as leituras dos textos sugeridos, como tu apresentaria esse relato?
    Fiquei curiosa para saber as conexões com os autores e voltarei em breve para seguimos com esse diálogo!
    Um carinhoso abraço e até breve!

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  2. Quantas histórias colega!
    Então tu nunca teve dúvidas sobre qual profissão seguir. E aquela prova te marcou mesmo, né?
    beijos

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