sexta-feira, 25 de novembro de 2011

RELATO DA ATIVIDADE DO PRIMEIRO DIA




TRABALHO EM GRUPO NA TURMA DE EJA (JOVENS E ADULTOS) NA  ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

1ª Aula do dia 08/11/2011

Oficina de letramento e atividade da disciplina de Ensino e Identidade Docente.

Estudantes presentes da Turma T1/ T2: Lurdes, Eliane, Júlio, Madalena, Rafael e Inácia.

Estudantes docentes: Charles Kray, Jéssica Brasil, Júlia Coimbra e Magda Vieira.

Objetivo: Trabalhar com jornais para conhecer o tipo textual e a partir das imagens encontradas criar uma história coletiva.

1º Momento: Manipular o jornal e conversa sobre a utilidade do mesmo.

Entregamos para cada estudante um jornal e pedimos para que folheassem procurando entender as partes que o compõe e que tentassem ler as manchetes e notícias.

Questionamos aos estudantes o que contém um jornal e para que serve?

  • Para ler os aumentos de preços;
  • Notícias sobre violência;
  • Para se manter informado sobre tudo;
  • O jornal é feito de palavras e imagens;
  • No jornal tem horóscopo, propagandas, notícias do tempo, quadrinhos.

2º Momento: Localizar imagens que chamem a atenção e recortar do jornal colando no quadro.

Cada estudante fez suas escolhas e os docentes presentes auxiliavam sempre que necessário.

3º Momento: Criar a história coletiva a partir das imagens selecionadas que foram penduradas no quadro.

O interessante desta atividade é que cada aluno contribuiu com parte da história e se empenharam para realizá-la de forma coerente.

Segue o texto criado pela turma a partir das imagens retiradas dos jornais.
Obs: a história começou com a imagem de uma casa (quiosque) na beira do mar caída, provavelmente pela ressaca do mar e vento forte.

Houve uma ventania na praia fazendo derrubar a casa que ficava na beira do mar. As pessoas se assustaram e correram de carro para se proteger num prédio da cidade. Esta família foi ao banco para pegar dinheiro para fazer compras e estocar alimentos. Os amigos rezaram para que tudo ficasse bem para esta família.
Com o vento forte trouxe as cinzas de um vulcão do Japão, deixando tudo coberto de cinzas. A cidade ficou muito suja também com lixo espalhado por tudo, pois as pessoas não colocam o lixo no lugar certo. Logo depois veio o caminhão para recolher o lixo para levar para usina de reciclagem. O lixo é prensado e reciclado para ser reaproveitado de outra forma.
Passado o susto a família foi ao baile onde as pessoas dançavam felizes com a apresentação da dança rítmica ao som de um violino. Na festa foi comemorada a vitória do Grêmio. Logo depois entrou um gato ladrão acompanhado da mulher gato. E todos riram muito de tudo isso.

4º Momento: Desenho dos principais momentos da história.

Cada estudante recebeu um pedaço de cartolina para fazer um desenho de um momento da história. Depois o Charles levará para casa para fazer as imagens vazadas para a atividade do próximo encontro.

Ficou decidido que num próximo encontro a turma irá contar a história através da projeção de sombras.

sábado, 24 de setembro de 2011

A importância da tecnologia em sala de aula e da utilização dos saberes docentes


Já faz 10 anos que trabalho em call center, começando como operadora de telemarketing e hoje em dia estou na função de Multiplicadora de Treinamento. Procurei este tipo de emprego para poder ingressar na UFRGS e cursar Pedagogia, trabalhando em meio turno e que pudesse me dar garantias de sobrevivência, pois estágio na área da educação paga muito pouco, em média o valor de R$ 400,00 onde só é possível pagar o aluguel. Esta profissão surgiu na última década com força devido a diversos fatores, como por exemplo, ao avanço tecnológico e privatização das empresas de telefonia. Também cresceu devido a necessidade de atendimento a clientes de diversos serviços, como planos de saúde, alimentos, bancos, cartões de créditos e seguradoras, entre outros.
Para esta função é necessário segundo grau, ou seja, ter  atual ensino médio concluído, ter 18 anos de idade e muitas vezes é solicitado nível superior em andamento para crescimento profissional na empresa contratante. Este tipo de trabalho requer algumas habilidades, como por exemplo, boa comunicação e expressão verbal, boa audição, atenção, dinamismo e conhecimentos de informática.
Atualmente ministro treinamento aos recém chegados na empresa, sendo que durante 30 dias são passados os conteúdos de sistemas, procedimentos e produto da empresa. Os novos funcionários fazem simulações de atendimento, dinâmicas e exercícios teóricos antes de ir para o atendimento com o cliente real. Porém nota-se grande dificuldade em sistemas de informática nas pessoas contratadas com mais de 50 anos de idade, pois existe a necessidade de trabalhar com mais de dez sistemas ao mesmo tempo para verificação de dados do cadastro do cliente junto à empresa. A maioria das pessoas nesta faixa de idade não se adapta ao tipo de trabalho, apesar de possuir cortesia no atendimento aos clientes, possuir ótima fluência verbal e dedicação ao trabalho.
Esta situação me leva a refletir sobre a inclusão digital que a partir dos anos 90 foi iniciada e tem ganhado muitos adeptos. Tudo o que temos que fazer precisa de conhecimentos tecnológicos ou de informática, como, por exemplo, ir ao banco tirar um extrato, sacar dinheiro do caixa automático, pagar uma conta, ou ir a um restaurante onde pagamos o almoço com cartão e ele irá se conectar a uma rede administradora de crédito por uma simples ligação telefônica, bastando inserir a senha.
Na comunicação com amigos usamos o celular, seja falando ao telefone ou enviando mensagens de textos pelo próprio aparelho e logo estamos também conectados a Internet pelo celular ou pelo modem sem fio 3G. No ônibus para passarmos na roleta temos que utilizar o cartão TRI e não raras vezes vejo idosos com dificuldades em saber utilizar esta ferramenta. Acho interessante nas novas gerações, após anos 90, possuírem uma característica: parece que nasceram com o mouse nas mãos, de tanta facilidade de lidar com esta tecnologia.

Mas apesar desta facilidade ainda não existe uma inclusão digital para todos, pois depende muito do meio social em que esta pessoa está inserida. Nem todas as escolas possuem acesso à informática e ter um computador em casa é muito caro, pois se fomos pensar nas prioridades das famílias das classes populares que buscam emprego digno e que possam garantir pelo menos o alimento e a moradia, o computador é fora de alcance da renda. Muitos moradores das periferias possuem acesso nas comunidades de bairro ou programas de instituições localizadas perto de suas casas para a inclusão digital.
Quando as pessoas têm acesso à informática e conseguem concluir o segundo grau, vão atrás de uma profissão que permita estudar e se aperfeiçoar, muitas vezes acabam tendo como primeiro emprego o call center. Em Porto Alegre cresceu muito a oferta para este tipo de profissional, pois os gaúchos são muito elogiados pelos clientes de todo Brasil pela cortesia e qualidade de atendimento por telefone. É uma boa oportunidade de trabalho para quem deseja estudar ou inclusive ficar mais tempo com a família.
Assim como neste tipo de profissão existem muitas outras que exigem informática e aí vem à questão da educação que acaba colaborando para o perfil do futuro trabalhador para um mercado de trabalho que exige certas habilidades tais como conhecimentos de informática. Já abordei acima que na nossa rotina precisamos deste tipo de conhecimento e com isso podemos entender que as mudanças e atualizações tecnológicas nos influenciam, então como a escola irá ficar fora desta necessidade?
O professor precisa estar atualizado e se não tem como pagar um curso de informática terá que buscar em seus saberes formas de se adaptar e introduzir estes conhecimentos em sala de aula. Na verdade sempre se exigiu do professor que estivesse atualizado para poder ministrar suas aulas, mas as atualizações eram baseadas em jornais, livros, revistas, enciclopédias e hoje em dia é no famoso site de buscas, onde encontramos tudo de tudo, inclusive acessar livros inteiros gratuitamente na tela do computador. As inovações e pesquisas em educação são bastante pesquisadas e utilizadas nas universidades, assim como nas salas de aula alguns planejamentos são baseados em troca de idéias em blogs com outros docentes.
A informática na educação pode auxiliar tanto o aluno como o professor, trazendo para a sala de aula conhecimentos e saberes que antes não se poderia acessar com facilidade. Porém é necessário sabe utilizar desta tecnologia para que se tenha um uso objetivo e consciente. Muitas pessoas não sabem usar todas as vantagens de ter em seus dedos o mundo de conhecimentos e utilizam apenas como lazer. Mesmo assim acabam ganhando habilidades em digitar, entrar em sites, fazer interpretações e interagir com diversas culturas.
Quando estava no estágio curricular na turma de EJA usei o laboratório de informática com o sistema de localização em mapas de satélite (Google Maps). Coloque Porto Alegre no telão e com isso a turma toda navegou pela cidade e conseguiu se localizar no espaço, compreendendo seu lugar no mundo. Cada aluno queria ver onde ficava sua casa e a do colega. Também foi verificada a localização da escola e a distância dela da casa de cada aluno. A turma verificou que perto de suas casas não existe escola com modalidade em EJA e por isso precisam gastar passagens e vir até o centro da cidade. Foi muito interessante esta aula, onde os alunos puderam fazer contextualizações e se verem com parte integrante de uma comunidade, problematizando a questão de deslocamento para o estudo.
Esta atividade foi realizada baseada nos meus saberes profissionais em call center, onde desenvolvi a habilidade de manusear computadores e na minha curiosidade por mapas. Como sempre gostei de procurar nos mapas físicos as informações sobre o meu mundo, acabei me interessando em buscar também nas imagens de satélite onde posso ver onde me localizo de forma diferente. O professor não consegue se desconectar dele mesmo, de suas habilidades, conhecimentos e competências na hora de planejar e executar sua docência com os alunos.
Concluo que os professores, as escolas, os governos, devam buscar a inclusão digital e conhecimento de informática para preparar um cidadão atuante num mundo informatizado, mas que infelizmente não consegue ainda acabar com a fome e miséria.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Minhas influências para escolher a profissão


           Esta narrativa vem demonstrar minha trajetória escolar identificando a experiência mais importante como aluna, relatar quem foi o professor mais importante e interessante que marcou a minha vida, por que ele ou ela foi tão importante e o que aprendi com ele ou ela que ainda conserva. Também irei esplanar as influências familiares na minha escolha na profissão.

A primeira experiência escolar e a metodologia da escola

       Durante a minha primeira experiência escolar, quando fui para o Jardim de Infância, fiquei encantada com aquele ambiente diferente de minha casa. Interagia com outras crianças da minha idade, brincando, lendo, desenhando em cadeiras e mesas pequenas adaptadas ao meu tamanho. Admirava minha professora e até hoje lembro de seu nome: Vera. Foi um encanto tão grande que me inspirei nela e com apenas cinco anos já queria ser professora e de Jardim de Infância.
        Em meu primeiro grau, hoje intitulado de Ensino Fundamental, planejei estudar para ser professora, observava como agiam minhas professoras e professores, admirava alguns que realmente fizeram a diferença, pois apesar de sempre estudar em escola estadual, tive ótimos professores que se empenhavam em fazer um ensino de significado aos alunos.
       Algo muito importante foi a metodologia de minha escola, pois a minha turma foi escolhida e desde a 4º série fazíamos parte de um projeto especial de ensino que se chamava: “Projeto Aplicação”. Este projeto consistia em ensinar a partir da experiência, do concreto e da observação de fenômenos, pois buscava desenvolver um aluno capaz de tirar suas próprias conclusões e argumentos em relação ao conhecimento estudado.
       Muitas vezes íamos ao laboratório de ciências para as aulas de biologia, física e química, observando e executando as experiências para aprendizagem direta. Também eram constantes as pesquisas na biblioteca e trabalhos em grupos, onde socializávamos os conhecimentos e aprendíamos a pesquisar sobre os diversos conteúdos estudados.

A professora mais importante que marcou minha vida

      Uma professora em particular foi muito especial, a Maria Luiza de Língua Portuguesa. Ela foi professora na 8ª série e desde o início explicou que suas aulas seriam de interpretação de textos e não as tradicionais aulas de gramática sem contextualização.
     No início ficamos desconfiados, pois ela introduziu as aulas a partir da interpretação das músicas de Chico Buarque e para adolescentes de 14 anos, isto era música de velhos. Ninguém gostava deste tipo de música em plena época do grupo Menudo, mas mesmo assim a professora acreditava tanto em sua metodologia que transmitiu sua paixão e conhecimento para todos nós.      
     No final todos aprenderam a gostar de Chico e entender suas letras, o mundo do subentendido já estava em nossas vidas. Agora que entendíamos as músicas de Chico começamos a gostar dele e ver o mundo com mais criticidade, onde em tudo tinha algo escondido para dizer coisas importantes num país que até pouco tempo vivia em ditadura.
    Esta professora tinha paixão por ensinar e sabia como fazer a gente também se apaixonar por aprender. Suas aulas eram dinâmicas, em cada aula um tipo de trabalho diferenciado, com teatro, paródias musicais e declamações de poesias de vários músicos, poetas e escritores. Estas paródias foram em sua maioria como reivindicação para a limpeza da escola e também campanha contra as drogas com uso de medicamentos proibidos.
     Usávamos nossa criatividade, que desconhecíamos possuir, a favor da          consciência e cidadania. Uma professora realmente especial que acreditou em nosso potencial e nos desenvolveu, pois não só aplicou um conteúdo curricular, mas nos formou como seres pensantes e atuantes na comunidade. Graças a ela aprendemos interpretação de textos, uma habilidade difícil de se adquirir.
    Quando ela foi embora, pois iria morar no Paraná, choramos muito em sua despedida e lhe presenteamos com um lindo buquê de flores. Pensei naquele momento que tipo de professora queria ser realmente, como seria com meus alunos, então me inspirei na Maria Luiza de Língua Portuguesa, jamais esqueci dela e até hoje adoro Chico Buarque.
    No relato acima podemos perceber que é possível se aproximar dos alunos, trazer algo interessante e inovador, mas para isso temos que ter paixão por ensinar, conhecimento do que se quer ensinar, metodologia e planejamento.      
    Esta professora tinha um projeto que seria construído diariamente em sala de aula com a influência e participação dos alunos. Ela tinha e transmitia convicção que assim seria a melhor forma de aprendermos este conteúdo tão importante para os alunos. Com certeza havia muito planejamento e dedicação por parte dela para que as aulas fizessem sentido, pois uma orquestra faz sucesso com um grande maestro.
A influência familiar

    Outra influência foi minha avó paterna que me educou, pois foi professora, fez o antigo curso “Normal” no Instituto de Educação General Flores da Cunha, mas estava aposentada como funcionária do IPERGS. Com certeza ela teve grande parcela de “culpa” em reforçar meu desejo de dar aulas para criança. Porém ela tinha uma visão de educação idealizada, pelo menos era isso que eu percebia em sua fala, que era maravilhoso dar aulas e que seriam perfeitas com alunos interessados. Ela dizia que se eu fosse professora estaria com uma profissão e um futuro garantido.
               
Em busca da conclusão do curso e profissionalização docente

      Hoje me sinto pronta para o desafio, pois muitas foram as experiências profissionais em outros ramos após a experiência frustrante do curso de magistério. Não estou pronta como profissional, mas segura para seguir a carreira, pois apesar de tudo, considero que minha bagagem foi fundamental para minha construção docente, já que ninguém nasce pronto, conforme Paulo Freire, sendo o tema que irei tratar no meu TCC, os diversos saberes que auxiliam na construção da docência em EJA.

 

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Objetivo deste blog

Este blog faz parte do Portfólio Educacional para a disciplina de Ensino e Identidade Docente da Faculdade de Educação, no Curso de Pedagogia da UFRGS.
Estou no Oitavo semestre de Pedagogia em volta com o fim de curso, TCC, juntar créditos complementares para o então sonhado dia da formatura.

A foto a baixo explicita um momento único em minha vida profissional: a despedida do Estágio Curricular numa turma de EJA (T1/T2) em 4 de Julho de 2011. Foi marcante e importantíssima esta experiência e a imagem retrata um pouco de como foi interessante e especial para os alunos também. Alegria, trocas, atenção, afeto, conhecimento e amizade foram as marcas desta experiência docente.



Mas como tudo isso começou? Por que escolhi fazer Pedagogia? Por que ser professora? Que influências, que vivências fizeram eu escolher esta profissão? É isso que este blog tentará expor até o fim do semestre de 2011.


Conto com a participação de você neste blog para comentar, criticar e sugerir!

Abraços, Magda!
 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Minha memória escolar: O Jardim de Infância

Lembro da minha infância, onde adorava ir ao colégio para aprender a desenhar no Jardim de Infância e onde aqueles lápis de cor, giz de cera, tinta têmpera, papel liso e branco me deixavam feliz. Adorava as brincadeiras no pátio, levar minha lancheira com pão com chimia e café com leite para a hora da merenda. Tinha uma colega que estava sempre por perto me salvando de um menino que insistia em me dar um beijo, mas eu só tinha 5 anos! A professora pensava que eu queria beijar, mas não era verdade, pois nem gostava do menino.
Naquela época era tudo uma eterna primavera, lembro do cheiro das coisas, da sala, das árvores, da lancheira, dos livros infantis de gravuras com poucas palavras, pois ainda não sabia ler. Foi minha primeira experiência no ambiente escolar e tudo era muito bom. Me lembro de falar com a minha avó paterna sobre ser igual a minha professora Vera. Sim, lembro dela, foi em 1977, mas lembro da minha primeira professora do Jardim de Infância. Ela era carinhosa, alegre, mas ficava brava quando os meninos corriam no pátio e brigavam entre si.
 Uma vez fiquei com catapora e não pude ir na aula, fiquei muito triste, pois foram muitos dias em casa perdendo aula. Quando acordei pronta para ir para a escola, meu pescoço doía e estava super inchado: havia pego caxumba e o resultado foi ficar mais um tempo de molho em casa. Fiquei mais triste ainda, pois não ia ver meus colegas, sentar naquelas mesinhas e cadeiras do meu tamanho, ter momentos de olhar os livros, cantar músicas, ouvir histórias, brincar naquele pátio enorme!
Um dia fizemos um teste para passar para a primeira série e isso me deu até dor de barriga de tão preocupada, pois queria passar para poder aprender a ler e escrever. Lembro que fiquei sozinha sentada num banco da escola e meus pés balançavam por não encostar no chão. Fui chamada para dentro da sala e fiquei somente com a professora Vera naquela grande sala do Jardim de Infância. Me lembro que queria dar o melhor de mim naquele teste, mas ao mesmo tempo me sentia injustiçada por sofrer tudo aquilo e achei que as brincadeiras haviam acabado. Nunca me deram um teste, será que era para saber se eu era burra? E se eu fosse mal a minha avó iria pensar o que de mim? Por que depois de tanta coisa boa eu tinha que sofrer? O teste consistia em memorizar um monte de figuras por algum tempo e depois a professora tapava as imagens e eu tinha que dizer o que tinha ali embaixo. Achei que tinha ido bem e o resultado foi que eu havia passado para a primeira série. Puxa que bom, eu pensei, "então não sou burra!" hehehe...
E desde aquela época colorida e cheia de perfumes que eu queria ser professora e de Jardim de Infância, como a professora Vera.